segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estradas do Espírito Santo batem recordes em perigos e acidentes

24/07/2017 - Jornal Nacional

VÍDEO:


No Rio, duplicação de rodovia é paralisada

23/07/2017 - Istoé

Rodovia estratégica por ligar o Rio de Janeiro a Minas Gerais, a BR-040 enfrenta hoje situação precária no trecho entre a capital fluminense e Petrópolis, na região serrana do Estado. A construção da obra conhecida como Nova Subida da Serra está parada há um ano, sem previsão de retomada. Apreciar a paisagem de belas montanhas emolduradas pela Mata Atlântica na Rio-Petrópolis é atualmente uma missão quase impossível para os motoristas. A estrada requer atenção redobrada, em especial em dias de chuva e nevoeiro intenso, o que é comum na região.

Moradores da região serrana do Rio de Janeiro e os demais usuários da BR-040 convivem com buracos, desníveis na pista, iluminação insuficiente e falta de acostamento em vários trechos da rodovia. Os motoristas foram relegados à condição de coadjuvantes de pouca importância na novela que se tornou a construção da Nova Subida da Serra.

A obra foi proposta pela Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio (Concer), concessionária do trecho desde 1995. Depois de uma longa análise, foi incluída no contrato de concessão pela a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A expectativa era que, pronta, reduzisse em 30 minutos o tempo de viagem entre as duas cidades. O Tribunal de Contas da União (TCU), porém se opôs à mudança no contrato, a liberação de recursos públicos para a obra e alega ter encontrado indícios de superfaturamento. Enquanto órgãos públicos e empresa tentam chegar a um consenso, os motoristas seguem em compasso de espera.

“É uma estrada antiga e perigosa. Tem uma curva em que volta e meia um caminhão vira e aí para tudo. Desde que começaram a pensar na obra a estrada velha está mal cuidada. Agora não temos nem a subida nova nem a velha”, diz a psicóloga Virgínia Ulyssea, moradora de Petrópolis há 40 anos.

Cobrança continua. Para os usuários da rodovia, como Leo Silva, de 36 anos, o pedágio de R$ 12,40 sai caro. “A concessionária tem abandonado a rodovia. Tem muitos buracos. Eu mesmo já socorri motoqueiros que caíram. Sentimos em casa a trepidação dos caminhões.”

Como a pista da Rio-Petrópolis é estreita, a ANTT restringiu o tráfego de carretas e caminhões na subida da serra nas vésperas de feriados, sextas-feiras e sábados.

Em janeiro, o TCU detectou ir regularidades como o sobrepreço de R$ 203,8 milhões no valor a ser aportado pela ANTT, de R$ 97 milhões no orçamento das obras e valores superestimados de impostos.

Com tráfego médio de 43 mil veículos por dia, a rodovia ainda convive com o traçado original, de 1928. O projeto da Nova Subida da Serra engloba uma pista de 20,7 quilômetros, a duplicação da atual e o maior túnel rodoviário do País, com 4,6 quilômetros. Hoje ele já é visível, mas permanece fechado. A expectativa é reduzir em 30 minutos o tempo de viagem entre Rio e Petrópolis.

Canteiros vazios. No auge da obra, a Concer chegou a empregar 1,2 mil operários. Agora os canteiros estão vazios e há equipamentos parados ao longo do caminho. Na estrada é possível ver parte da duplicação já realizada e viadutos por terminar. Um deles fará a ligação da atual pista de descida da serra – que, duplicada, servirá também para subida – e o novo túnel. Haverá um caminho alternativo para quem não quiser utilizá-lo e preferir passar pela estrada velha.

De acordo com a Concer, 50% da obra está concluída. A estimativa é que sejam necessários mais 18 meses para terminar a construção. O problema é que não há previsão de quando a obra será retomada. Tudo depende do de um acerto de contas entre Concer, TCU e outras autoridades.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 23 de julho de 2017

MP da concessão deixa dramática a situação das rodovias brasileiras

23/07/2017 - Correio Braziliense

Concessionárias não cumprem contratos e correm o risco de serem obrigadas a devolver as estradas

Simone Kafruni

É dramática a situação das rodovias privatizadas por Dilma Rousseff. Nem mesmo a Lei nº 13.448, de 2017, que serve como uma luva para destravar investimentos nas ferrovias, soluciona o impasse. Sem dinheiro e sem o prometido crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as concessionárias suspenderam os investimentos na duplicação das estradas, estimados em mais de R$ 30 bilhões pela Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR). Essas operadoras correm o risco de serem obrigadas a devolver as estradas ao governo por não cumprirem os contratos.

Das seis rodovias leiloadas na chamada 3ª etapa — BR-163/MS, BR-163/MT, BR-040/DF/GO/MG, BR-060-153-262/DF/GO/MG, BR-153/GO/TO e BR-050/GO/MG —,  apenas a MGO Rodovias, empresa responsável pelas obras da principal ligação do Distrito Federal com São Paulo, a BR-050, está com o cronograma em dia. As demais, que cruzam o Centro-Oeste e escoam grande parte da produção agrícola do país, paralisaram os investimentos em duplicação. Uma delas, a Via 040, da Invepar, cogita usar o expediente de devolução amigável previsto na lei. Na BR-153, a concessão caminha para caducidade.

A paralisação das obras tem impacto direto no emprego. O caminhoneiro José Jorge de Campos Abreu, de 64 anos, que há três terceiriza o serviço para a MGO, diz que recebe hoje cinco vezes menos do que há cinco anos. "Mas eu tenho que agradecer, porque meus colegas, que trabalhavam para as outras concessionárias, estão sem receber e parados", diz.

O presidente da ABCR, César Borges, explica que o cenário econômico mudou após os leilões, realizados em 2012 e 2013. "Houve uma queda de 30% no tráfego por causa da crise, e o BNDES restringiu o financiamento. Concedeu o empréstimo ponte, mas, na hora de dar o definitivo, reduziu de 70%, como estava previsto, para 40%", diz. As companhias ficaram sem capital. E a MP das Concessões, convertida na lei nº 13.448, não contempla as rodovias. "O atual governo não entendeu o caso. E criou uma lei que prevê a devolução das concessões, mas não especifica como será feita a indenização dos investimentos feitos até agora", lamenta Borges. Procurado, o BNDES não comentou o assunto.

A especialista em concessões de rodovias Letícia Queiroz de Andrade, sócia do Escritório Queiroz Maluf, revela que nem todas as companhias querem devolver as concessões. "A ampla maioria quer mudanças no contrato para readequação do equilíbrio econômico-financeiro", explica. A questão é que os problemas estão se acumulando, sem que o governo faça alguma coisa, o que obriga a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a pressionar pela caducidade das concessões, já que as obrigações contratuais não estão sendo cumpridas.

"O problema da 3ª etapa é que obrigava a duplicação dos trechos nos primeiros cinco anos. Nenhuma concessionária, sem financiamento, conseguiu cumprir. Na MP das Concessões apareceu um artigo que dava poderes à ANTT para postergar essa obrigação para 12 anos ou por meio do conceito de necessidade, conforme a demanda. No momento da aprovação da MP, esse artigo caiu", diz Letícia.

Solução

O governo vem prometendo uma solução, por meio de uma MP específica para as rodovias. Uma fonte do Ministério dos Transportes diz que ela está em elaboração, mas não há prazo para ser editada. "Estamos em compasso de espera. O governo precisa lançar logo uma MP para as rodovias", ressalta Borges, da ABCR. Letícia estima que as empresas não aguentarão mais que três meses. "A MP ainda precisa ser formulada, aprovada, virar lei e depois ser regulamentada. Tudo isso tem um prazo e há concessões em que já está configurada a caducidade”, assinala.

Em 26 de junho, a ANTT recomendou ao Ministério dos Transportes a decretação da caducidade do contrato de concessão da BR-153/GO/TO, sob responsabilidade da Galvão. A pasta diz que "o processo encontra-se em análise técnica e jurídica". Sobre as demais concessões, o ministério afirma que ainda não há proposta de caducidade. "Embora se observe atrasos na execução das obras, eles podem ser ajustados pela ANTT, no cálculo do reequilíbrio econômico-financeiro", afirma, em nota.

"Estamos em compasso de espera. O governo precisa lançar logo uma MP para as rodovias" —César Borges, Presidente da ABCR

O que diz cada operadora

» O Grupo CCR, controlador da CCR MSVia, da BR-163/MS, informa que protocolou na ANTT um pedido de revisão contratual e comunicou a suspensão das obras de duplicação. "A proposta da empresa é rediscutir as bases do contrato à luz das dificuldades atuais, como atraso em licença ambiental e mudança das bases para financiamento do empreendimento pelo BNDES e pela Caixa, reduzindo de 70% para 40% o montante financiado". A empresa diz que o governo demorou um ano a mais do que o previsto para liberar as obras.

» A Via 040, concessionária do trecho entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG) da BR-040, conta que investiu, desde 2014, R$ 1,78 bilhão em obras e que já duplicou 73 km. "A licença ambiental, uma obrigação contratual por parte do governo, foi liberada somente em 13 de abril, com mais de dois anos de atraso. "A demora impactou o projeto da concessão, alterando custos, cronogramas e a mobilização de frentes de obras", justifica. A Via 040 protocolou em maio pedido de revisão do contrato e avalia as possibilidades da lei 13.448/2017.

» A Triunfo Concebra informa que, desde que assumiu a concessão da BR-060-153-262/DF/GO/M, em 2014, tem trabalhado dentro dos parâmetros de atendimento do seu contrato com a ANTT e que é do interesse da empresa seguir com o cumprimento do contrato. Entretanto, se for possível a reprogramação das obras utilizando a real necessidade econômica-financeira das duplicações com consequente repactuação dos prazos, possivelmente não será necessária a utilização da Lei 13.448.

» A Rota do Oeste, concessionária da BR-163/MT, afirma que entregou o equivalente a 26% da obrigação total das obras de duplicação, que é de 453 km. "No entanto, o financiamento de longo prazo para o projeto até o momento não foi aprovado, o que inviabilizou o início da segunda etapa do projeto, ainda no ano passado". Nos primeiros cinco anos, estavam previstos R$ 3,9 bilhões em investimentos. "O projeto é econômica e financeiramente viável. Portanto, neste momento a caducidade ou a relicitação não se apresentam como soluções", conclui.

Duplicação da BR-101 no ES não será feita, diz Eco101

22/07/2017 - G1



Como alternativa, empresa propõe terceiras faixas e contornos. Mesmo sem a duplicação, pedágio não vai cair.

Por Vilmara Fernandes, A Gazeta

Trechos, como o da Serra a Fundão, receberiam terceiras faixas para melhorar fluidez do trânsito  (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)
Trechos, como o da Serra a Fundão, receberiam terceiras faixas para melhorar fluidez do trânsito (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)

A duplicação da BR-101, prevista em contrato assinado em 2013, não será realizada. A confirmação é da concessionária responsável pelas obras, a Eco101. “As dificuldades afetaram o contrato de tal forma que não há como recuperar o atraso. Na forma como está, não se cumpre”, assinalou Roberto Paulo Hanke, diretor superintendente da empresa.

Dentre os problemas por ele listados que inviabilizaram o andamento das obras, está a demora na concessão do licenciamento ambiental, as dificuldades com as desapropriações e desocupações da faixa de domínio - por onde passa a rodovia -, e a crise econômica.

O último fator se refletiu ainda na redução do tráfego na via em cerca de 25%, que se estabilizou no último ano no patamar baixo, o que afetou a arrecadação com pedágio.

“As dificuldades iniciadas há três anos continuam iguais. Não é por um desejo nosso, mas o contrato não é exequível. E a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sabe disso e ainda que precisa tomar uma atitude”, ponderou Hanke.

Alternativa

Como alternativa para resolver os problemas da BR-101, a concessionária apresentou um estudo para a ANTT propondo a realização de um novo conjunto de obras, em substituição a duplicação prevista no atual contrato.

“A proposta foi entregue em novembro do ano passado e reforçada em março deste ano. Aos nossos acionistas, a ANTT informou que deve nos dar uma resposta até setembro”, explicou Hanke.

Até a proposta ser aprovada pela ANTT, a concessionária se propõe a continuar fazendo a manutenção da rodovia, concluir a recuperação da pavimentação - já foram feitos 350 quilômetros e faltam 120. Teria ainda que terminar as obras do contorno de Iconha e de trechos onde as obras de duplicação foram iniciadas.

Na avaliação da Eco101, a mudança proposta não significa uma mudança no contrato. “Trata-se de uma repactuação, um novo arranjo do cronograma de investimentos”, pontua o superintendente. E acrescenta que esta possibilidade está prevista no edital de licitação, como uma reavaliação que deve ser feita a cada cinco anos.

Mudança

Pelo estudo da concessionária, os 475,9 km da BR-101 foram divididos em 51 subtrechos. Todos receberiam algum tipo de obra, mas cinquenta deles foram considerados críticos, regiões onde o tráfego é emperrado por conta de condições da pista. Eles seriam alvo da construção de terceiras faixas que facilitariam as ultrapassagens, evitando que caminhões, por exemplo, segurem a fluidez do tráfego.
Somadas, estas terceiras faixas representam 58 km. Hoje, a rodovia no estado possui 48 quilômetros de faixas adicionais. Estes pequenos trechos seriam distribuídos de Norte a Sul. Por exemplo, entre a divisa com a Bahia e São Mateus seriam construídas terceiras faixas em cinco pontos; outros onze pontos entre São Mateus e Serra; e outros 14 pontos entre Viana e a divisa com o Rio de Janeiro.

Em alguns desses pontos ocorre um maior número de acidentes, como a região do Seringal, entre Viana e Amarelos, em Guarapari. Outro exemplo é o trecho entre João Neiva e Ibiraçu.

Os novos investimentos focam ainda na construção de cinco novos contornos para retirar o trânsito urbano da rodovia. Vão ser construídos, em São Mateus, Linhares, Ibiraçu, Fundão e Rio Novo do Sul. Além destes, seria concluído o que já está em andamento, em Iconha, previsto no atual contrato.
Consta ainda da proposta a realização de obras no Contorno de Vitória, com a construção de 13 quilômetros de vias marginais interligando o trecho de Cariacica até o trevo com a BR-262, em Viana. Seriam implantados ainda viadutos em desnível e mais 11 passarelas.

Obras, segundo Hanke, que ajudariam a resolver os gargalos da rodovia, “Hoje a BR 101 não exige o nível de duplicação, em toda a sua extensão. Ela seria feita no futuro, nos pontos onde houvesse demanda”, assinala.

Mesmo sem duplicar, pedágio não cai

Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta) Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)

Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)
Praça do pedágio na Serra, onde é pago o preço pelo uso da rodovia no município (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)

A mudança nas obras previstas para a BR 101 – onde não mais será realizada a duplicação – não vai significar uma mudança no pedágio pago pelos usuários nas sete praças existentes na rodovia.

“Nada muda. Nossa proposta é manter o mesmo valor, nem subindo nem baixando”, explica Roberto Paulo Hanke, diretor superintendente da Eco101. Se percorrer toda a rodovia, o usuário paga R$ 30,80.

O valor da tarifa tem relação com o que será aplicado em obras pela concessionária ao longo do contrato e que, segundo Hanke, vai ser mantido: R$ 3,2 bilhões.

Com a reprogramação das obras, acrescenta, vão ser feitos investimentos não previstos anteriormente no contrato. Ele se refere aos cinco contornos que foram incluídos na proposta apresentada para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nas cidades de São Mateus, Linhares, Ibiraçu, Fundão e Rio Novo do Sul. “Outros investimentos, como a duplicação, vão ser distribuídos ao longo do tempo, o que me permite fazer os contornos antes”, diz Hanke.

Ele se refere a uma possível duplicação de trechos da BR-101 que podem vir a ser feitos no futuro. “Quando análises indicarem que trechos demandam uma ampliação”, explicou o superintendente.

Divisão

O estudo apresentado pela concessionária, segundo Hanke, levou em consideração uma análise mais aprofundada das características da rodovia. No edital do governo federal, que resultou no contrato em vigor, a BR-101 havia sido dividida em nove subtrechos e sobre eles foram definidas os serviços que deveriam ser prestados. “Não fizeram distinção entre trechos urbanos e rurais. Trataram a rodovia como se ela fosse homogênea”, relata.

A nova divisão proposta pela concessionária - em 51 partes - permite, segundo Hanke, um levantamento mais detalhado do tráfego e das peculiaridades e características de cada ponto. “Assim foi possível identificar as necessidades de intervenção e adequar o nível de serviço em alguns segmentos, com efetiva possibilidade de redução de acidentes”, relata o superintendente.

Hanke finalizou que a concessionária não pensa em abandonar o contrato. “Para nós não há vantagem em abandoná-lo e, para o estado, é perder um volume de investimentos que a rodovia necessita e não pode mais postergar”, disse.

Números

R$ 550 milhões
Maio/2014 a maio/2017
Valor arrecadado com o pagamento de pedágio nas sete praças.

R$ 3,2 bilhões
Obras
Valor previsto no contrato para ser investido em obras, pela concessionário, ao longo dos 25 anos do contrato.

R$ 600 milhões
Maio/2013 a maio/2017
Valor investido na restauração de pista antiga, sinalização, construção de 8 passarelas, drenagem, construção de 23 quilômetros de ruas laterais e obras do Contorno de Iconha.

R$ 280 milhões
Maio/2013 a maio/2017
Investidos na operação da rodovia e no serviço de emergência aos usuários.

Fonte: Eco101


BR-101 poderá ser percorrida em seis horas

Caso o novo conjunto de obras proposto pela Eco101 seja aprovado – construção de cinco contornos e terceiras faixas – elas poderiam ser executadas em até seis anos. Com isto, explica o diretor superintendente da concessionária, Roberto Paulo Hanke, seria possível percorrer os 475,9 quilômetros da BR 101 no Estado em até 6 horas. Hoje são necessárias dez horas.

Este é um dos benefícios esperados, segundo ele, além da redução do número de acidentes, principalmente em trechos urbanos.

Hanke explica ainda que as novas obras propostas poderiam começar imediatamente, pelo menos a construção das terceiras faixas, por não necessitar de licenciamento ambiental. “Já possuímos licença para operar a rodovia e a própria direção do Ibama já explicou que com ela podemos construir as terceiras faixas”, explica o superintendente.

Outra vantagem, segundo ele, é que para as terceiras faixas não seria necessário um volume expressivo de desapropriações ou desocupações na faixa de domínio. “Temos poucos pontos, muito poucos, em que teríamos mais trabalho com a desocupação. Elas vão ser feitas nos limites da faixa de domínio”, acrescenta Hanke, explicando ainda que para este tipo de obra também não seria necessário interditar trechos da rodovia. “Apenas uma faixa sinalizando”, pontua.

Para os contornos seria necessário licenciamento ambiental, semelhante a autorização concedida para Iconha. “Mas já há um processo em curso no Ibama”, relata Hanke.

MPF: “Duplicação é premissa do contrato”

Para o Ministério Público Federal (MPF), qualquer alteração relevante nas bases do contrato assinado pela Eco101 precisa ser muito bem justificada, uma vez que a licitação foi feita tendo a duplicação como premissa. “A duplicação foi das principais justificativas para a concessão. Então, fica difícil fundamentar uma alteração substancial, ainda mais com sérias dúvidas sobre o atendimento ao interesse público”, ponderou André Pimentel Filho, procurador da República.

Por nota a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a proposta apresentada pela concessionária ainda está sendo avaliada. “Ainda não há prazo de quando será dada uma resposta”, diz o texto, acrescentando que os órgãos de controle externo serão envolvidos na discussão.

Marcelo Alcides dos Santos, gerente de Fiscalização e Controle de Rodovias da ANTT, já havia adiantado, em depoimento a parlamentares federais na comissão que fiscaliza o contrato que, para o TCU, que alteração contratual fere o edital que deu origem à licitação.

Duplicação da BR-364-MT, situação das obras

23/07/2017 - Domingão do Caminhão

VÍDEO:
https://www.youtube.com/watch?v=k16Di3G_ei4

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Justiça determina construção de terceira faixa na rodovia Washington Luís em Rio Preto

20/07/2017 - G1

Um dos principais motivos é o movimento intenso de veículos, que aumentou muito nos últimos anos.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

VÍDEO:

Justiça determina construção de terceira faixa na rodovia Washington Luís em Rio Preto

A Justiça determinou a construção da terceira faixa na rodovia Washington Luís, no trecho que passa por São José do Rio Preto (SP) e vai até Mirassol (SP). Um dos principais motivos é o movimento intenso de veículos, que aumentou muito nos últimos anos.

De acordo com a decisão, o trecho que receberia a terceira faixa vai do trevo do distrito de Engenheiro Schmidt e vai até quase chegar a Mirassol (SP), na altura do Clube Monte Líbano. O trajeto é de aproximadamente 16 quilômetros.

Mas esse é, segundo a decisão, apenas a primeira etapa da obra. O projeto total da terceira faixa na rodovia iria de Cedral (SP) até Mirassol (SP), pegando todo o perímetro urbano de Rio Preto, onde o fluxo de veículos é intenso, ainda mais nos horários de pico.

Isso aconteceu porque muitos moradores de Rio Preto usam, não só a Washington Luís, mas também a BR-153, para se deslocarem para outros pontos da cidade, evitando assim a passar por dentro da cidade.

A liminar da Justiça determina que a obra comece em oito meses e se isso não acontecer, será cobrada uma multa de R$ 10 mil. A Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) disse que já pediu estudo para a concessionária responsável pela rodovia sobre a terceira faixa. Segundo a Artesp, a Triângulo do Sol apresentou o estudo, mas a Artesp pediu novos estudos e tudo está sendo avaliado.
A Artesp já informou de que não tem condições de começar as obras em oito meses e vai recorrer da decisão. A Triângulo do Sol disse que não está sabendo da decisão e não vai se pronunciar por enquanto.

Trecho com engarrafamento na Washington Luís (Foto: Reprodução/TV TEM)
Trecho com engarrafamento na Washington Luís (Foto: Reprodução/TV TEM)

Segunda etapa da duplicação Maceió-Arapiraca tem licença ambiental concedida

20/07/2017 - Alagoas 24 Horas


Foto: Ascom/Setrand
Segunda etapa da duplicação Maceió-Arapiraca
Segunda etapa da duplicação Maceió-Arapiraca

LINK DA MATÉRIA:
http://www.alagoas24horas.com.br/1076883/segunda-etapa-da-duplicacao-maceio-arapiraca-tem-licenca-ambiental-concedida/

Dez anos após PPP, obras na MG–050 amargam atrasos

21/10/2017 - O Tempo

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Obras caminham a passos lentos na rodovia, e comerciantes reclamam de prejuízos

LINK DA MATÉRIA:
http://www.otempo.com.br/cidades/dez-anos-ap%C3%B3s-ppp-obras-na-mg-050-amargam-atrasos-1.1499781

Prefeitura anuncia duplicação da BR-153 entre Rio Preto e Bady Bassitt

20/07/2017 - Diário da Região

Rodrigo Lima 

Johnny Torres 
BR 153
BR 153 Serão 2,8 quilômetros a serem duplicados, com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões

A Prefeitura de Rio Preto anunciou obras de duplicação do trecho da rodovia entre as divisas do município e Bady Bassitt. Serão 2,8 quilômetros a serem duplicados, com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões.

A realização da obra foi confirmada por representantes da concessionária Triunfo Transbrasiliana durante reunião com o prefeito Edinho Araújo (PMDB). De acordo com a assessoria do Executivo, o início está previsto para setembro e terá duração de 12 meses para a conclusão.

Na altura do quilômetro 72,8 da BR-153 está prevista a construção de um viaduto em área que foi doada pela Prefeitura, após aprovação de projeto de lei na Câmara Municipal este ano. Participaram do encontro com o prefeito Edinho Araújo, o presidente da Triunfo Transbrasiliana, Dorival Pagani, e o diretor da engenharia de operação da empresa, Carlos Eduardo Xisto.

"O novo trecho que será duplicado vai impedir a formação de um funil perigoso na rodovia, já que o projeto da duplicação custeada com recursos federais prevê o fim das obras nas proximidades do posto Martinelli. Haveria, portanto, 2,8 quilômetros de pista simples até o trevo de Bady Bassitt", afirma o município em nota. 

Mais intervenções 

Outro trecho que será duplicado na rodovia sob responsabilidade da concessionária, previsto em contrato, fica entre o trevo do município de Bady Bassitt até o acesso à rodovia Assis Chateaubriand, município de José Bonifácio, com extensão de 24,9 quilômetros. Serão investidos cerca de R$ 100 milhões, segundo a Triunfo.

A previsão é as obras comecem no segundo semestre de 2018. A concessionária aguarda o licenciamento e discute desapropriações que serão necessários no trecho a ser duplicado.

Duplicação da BR-153

Já a duplicação do trecho urbano da BR-153, em Rio Preto, é executada por um consórcio vencedor da licitação com recursos do governo federal, por meio do Ministério dos Transportes e DNIT. Avaliada em R$ 186 milhões, serão duplicados 17,8 quilômetros da rodovia, construção de 14 viadutos (seis deles em execução) e oito passarelas. 

Edinho prometeu inaugurar até quatro viadutos até dezembro deste ano : da avenida JK, da avenida José Munia, da rua Augusto Signorini-pista norte e da avenida Murchid Homsi-pista norte.

Neste ano, o presidente Michel Temer (PMDB) liberou no Orçamento Geral da União R$ 87 milhões para a obra, sendo empenhado até o momento R$ 30 milhões. “Continuo atento e cobrando para que o governo federal empenhe o restante previsto para 2017 e já reserve os recursos necessários para a conclusão da BR 153 até o final do ano que vem”, afirmou Edinho.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

BR-381 volta a ser interditada por causa das obras de duplicação

19/07/2017 - Estado de Minas

A ação faz parte das obras de duplicação e revitalização da estrada

João Henrique do Vale

Dnit/Divulgação
Interdições estão sendo constantes por causa das obras (foto: Dnit/Divulgação)

Motoristas que passam pela BR-381, entre Belo Horizonte e Vitória, devem ter atenção. A rodovia será fechada nesta quarta e quinta-feira para detonações de rochas. A ação faz parte das obras de duplicação e revitalização da estrada. A interdição vai acontecer próximo ao km 416, entre Nova União e Roças Novas, na Grande BH, por volta das 14h.

Em reportagem de 12 de maio, o Estado de Minas mostrou que três anos depois de assinada a ordem de serviço, a duplicação ainda não avançou. Metade dos oito lotes do empreendimento voltou à fase de estudos técnicos, econômicos e ambientais, o que, na prática, significa dizer que estão novamente na etapa anterior à elaboração dos projetos de engenharia e do início das intervenções.

Setor de serviços do Paraná é o que mais cresce no País

19/07/2017 - Agência de Notícias do Paraná

As obras de duplicação da Rodovia do Café (BR 376), em Ponta Grossa, já começaram. Os serviços tiveram início nesta quinta-feira (16) em dois pontos às margens da rodovia. 

É a primeira etapa de toda a duplicação que será feita entre Ponta Grossa e Apucarana, ligando os Campos Gerais ao Norte do Estado, somando 231 quilômetros duplicados. A obra é feita pelo Governo do Paraná em parceria com a concessionária RodoNorte. Foto: Rodrigo Czekalski/Rodonorte

As obras de duplicação da Rodovia do Café (BR 376), em Ponta Grossa, já começaram. Os serviços tiveram início nesta quinta-feira (16) em dois pontos às margens da rodovia. É a primeira etapa de toda a duplicação que será feita entre Ponta Grossa e Apucarana, ligando os Campos Gerais ao Norte do Estado, somando 231 quilômetros duplicados. A obra é feita pelo Governo do Paraná em parceria com a concessionária RodoNorte. Foto: Rodrigo Czekalski/Rodonorte
Foto: Rodrigo Czekalski

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mais de 170 obras são executadas pelo Pró-Estradas em Mato Grosso

16/07/2017 - Só Notícias 

Fonte: Só Notícias/Gazeta Digital

Atualmente, 174 frentes de obras são executadas em todo o Estado por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), via programa Pró-Estradas. A estimativa de investimento é de R$ 1,6 bilhão. Só nas três rodovias estaduais que saem da capital, em obras ao mesmo tempo, são investidos cerca de R$ 100 milhões nas duplicações e construção de uma trincheira.

O projeto Pró-Estradas foi lançado em 2015 pelo Executivo e já concluiu 1.700 quilômetros de asfalto, considerando as obras de pavimentação de novas rodovias e as de reconstrução do antigo pavimento. As rodovias Helder Cândia (MT-010), Emanuel Pinheiro (MT- 251) e Palmiro Paes de Barros (MT- 040), que ligam a capital aos municípios de Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger, respectivamente, estão entre as vias em processo de duplicação.

“A Sinfra tem trabalhado de forma planejada para mudar a realidade da infraestrutura de Mato Grosso. O Pró-Estradas implantou ações focadas, não somente na pavimentação de acesso aos municípios, mas também na reconstrução de rodovias que foram recebidas por esta gestão em avançado estado de degradação”, frisa o gestor da pasta, Marcelo Duarte.

A duplicação será em 4,9 km da Rodovia Arquiteto Helder Cândia (MT-010), mais conhecida como Estrada da Guia que, segundo Duarte, é uma das regiões que mais cresce em Cuiabá.

A obra teve início no dia 1º de fevereiro deste ano e o investimento é de R$ 30 milhões. A rodovia vai ter uma concepção moderna de engenharia, com previsão de construção de rotatórias e uma ciclovia no canteiro central. Secretário Marcelo Duarte informou que a obra deve ser finalizada em 2018, sem precisar mês. A duplicação vai do entroncamento com a Estrada de Chapada dos Guimarães ao trevo de acesso ao Rodoanel que, segundo Duarte, terá a obra licitada ainda este ano.

“Serão duas pistas de cada lado, além de um canteiro central de nove metros, com a ciclovia. Teremos calçadas de cinco metros em cada lado. Trabalhamos com um padrão diferente de qualidade”

Também está em fase de construção uma trincheira. Ela ficará no entroncamento da “Estrada da Guia” com a “Estrada da Chapada”. Conforme Duarte, o acesso “vai desafogar o trânsito no local, que é uma das principais saídas da capital para a região Norte”. Serão mais de R$ 25 milhões nesta obra, com previsão de entrega em 2018.

sábado, 15 de julho de 2017

Saída das "Arábias" pode reavivar sonho de duplicação da BR-040

14/07/2017 - Jornal Correio

Após dificuldades entre a concessão integral do licenciamento ambiental para a duplicação da BR-040 e a não liberação de financiamentos, a Invepar, que administra a Via-040, concessionária responsável pelo trecho entre Brasília e Juiz de Fora, costura um negócio das Arábias para se capitalizar e dar prosseguimento à obra esperada há anos. Informações do Valor Econômico dão conta de que o comando da Invepar está perto de ser repassado a novas mãos. 

A Mubadala Development Company, empresa estatal de investimento estratégico dos Emirados Árabes Unidos, apresentou uma oferta vultosa pela aquisição de 51% do capital da holding de infraestrutura. A se concretizar, a negociação abriria um novo horizonte para várias obras, entre elas, a duplicação da BR-040.

Deputado Estadual Roberto Morais acompanha liberação de mais um trecho das obras na SP/304

14/07/2017 - Jornal Regional

Por Hosana Cortenove

Nesta terça-feira, (11), o deputado estadual Roberto Morais (PPS), acompanhou a liberação e entrega de mais um trecho das obras da rodovia Geraldo de Barros (SP/304), que liga Piracicaba a São Pedro.

Foram liberados mais quatro quilômetros de duplicação, após 80 dias da retomada das obras que ficou paralisada por mais de um ano.

A retomada da obra vai garantir a duplicação de um trecho de 10,8 quilômetros, entre o distrito de Ártemis e São Pedro, além de serviços de pavimentação dos acostamentos, melhorias em dispositivos de acesso e na sinalização.

A responsável pela obra, empresa Conter, vem trabalhando em ritmo acelerado com prazo de conclusão de um ano e investimento de R$ 22,05 milhões.

Deputado Estadual Roberto Morais acompanha liberação de mais um trecho das obras na SP304
Deputado Estadual Roberto Morais acompanha liberação de mais um trecho das obras na SP304 – Foto: Divulgação

As obras de duplicação na SP-304 foram paralisadas no final de 2016, após o DER rescindir o contrato com a empresa anterior.

O processo de rescisão contratual foi concluído em 08 de fevereiro deste ano e a nova empresa, que era a segunda colocada, retomou a obra há cerca de 80 dias.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Novo bloqueio da BR-163 causa prejuízos a produtores de soja

11/07/2017 - Valor Econômico

O novo bloqueio na BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), já gera prejuízo para os produtores de grãos que tentam escoar a produção pelo porto de Miritituba, no Pará.

“O impacto é difícil de ser mensurado, mas já há cancelamentos de embarques e transportadoras se negando a levar produto pela rodovia”, disse o gerente de economia da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

As transportadoras que aceitam a levar os grãos cobram frete maior, afirmou o executivo. Segundo ele, quando houve o congestionamento no trecho de cerca de 100 quilômetros não asfaltado no começo do ano, os prejuízos gerados estavam na ordem de US$ 400 mil por dia. Amaral não confirmou, porém, que os bloqueios estão causando prejuízos financeiros da mesma magnitude.

Hoje, a rodovia é a única rota de acesso ao porto. Os bloqueios são itinerantes e não têm dada para acabar.

Os bloqueios permitem o retorno dos caminhões vazios a Mato Grosso, mas não permitem a ida de veículos carregados até os armazéns do porto de Miritituba.

O protesto é realizado por produtores, garimpeiros, madeireiros e moradores da região por causa do veto à Medida Provisória 756, que altera os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará. Segundo a Abiove, o fluxo de caminhões na rodovia caiu 75% nos últimos dias.

A demanda do setor, destacou Amaral, é que o governo mande um representante à BR-163 para negociar com manifestantes. “A resolução não depende da cadeia produtiva. É uma questão política”, disse.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Caravana segue hoje para a BR 319

11/07/2017 - Diário da Amazônia

Jornalistas e empresários querem verificar in loco as condições da rodovia.

Por Daniela Castelo Branco

A recuperação da rodovia é vista como fundamental para a economia da Região Norte

Uma caravana integrada por jornalistas dos diversos meios de comunicação do Estado, acompanhados por alguns empresários e voluntários, segue nesta terça-feira, às 16h, com destino à rodovia 319 onde vão ver de perto a situação da estrada, único acesso de ligação, via terrestre, entre Porto Velho e Manaus, e acompanhar as obras em andamento, após vários entraves burocráticos. A expedição de ônibus, que deve levar de três a quatro dias rumo à Manaus, vai documentar a realidade das obras na BR-319, liberadas pela Justiça no final de junho, em atendimento a um pedido do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).

O objetivo da caravana é mostrar a realidade da rodovia através do ‘olhar jornalístico’ e ressaltar o potencial econômico para o desenvolvimento da região e em consequência do Brasil. A expectativa é de que a expedição se estenda até sábado. A caravana terá o apoio do Exército de Rondônia por meio da 17ª Brigada de Infantaria de Selva.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu o embargo das obras em trecho da BR-319 e já autorizou a retomada imediata das obras pelas empresas que por contrato fazem a manutenção da rodovia. Segundo o engenheiro José Fábio Porto Galvão, diretor regional do DNIT do Amazonas, as obras na rodovia serão retomadas imediatamente e deverão ser concluídas em dezembro. “Serão feitos cinco serviços no trecho: retirada de atoleiro, limpeza das laterais, reforma das pontes de madeira, substituição de bueiros metálicos e revestimento primário.”

Liberadas pela justiça em junho, as obras são retomadas

Imprensa de Humaitá

Antecedendo a partida rumo à capital amazonense, a advogada, historiadora e radialista de Humaitá, Altanira Ulchôa, visitou ontem o Diário da Amazônia para falar da expectativa de integrar Humaitá efetivamente à Manaus e dar visibilidade ao Município. A radialista explica que como a caravana abrange o Estado do Acre e de Rondônia, Humaitá é bem próximo ao Sul do Amazonas e, segundo ela, seria interessante a imprensa de lá, já que tem a Rádio Vale do Rio Madeira à qual faz parte, empresa de comunicação que atinge todo o interior dessa região, integrar essa caravana. “Como historiadora e jornalista não podia ficar de fora dessa expedição. Será um prazer muito grande participar dessa caravana que tem como objetivo ver as condições da BR-319 de perto, a questão da viabilidade, da comunicação, levando a integração do Sul do Amazonas para a capital, uma vez que ficamos praticamente 20 anos isolados e Humaitá é um município estratégico para que realmente a BR-319 possa trazer o desenvolvimento”, disse a radialista.

Trecho de rodovia será interditado para obras de duplicação em Avaré

11/07/2017 - G1

Trecho da Rodovia João Mellão será interditado para continução das obras de duplicação (Foto: Reprodução/TV TEM)
Trecho da Rodovia João Mellão será interditado para continução das obras de duplicação (Foto: Reprodução/TV TEM)


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Ministério do Transporte fará apresentação sobre obras de duplicação de BRs em SC

11/07/2017 - DC

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Propostas para duplicação da Mogi-Dutra serão conhecidas nesta terça-feira

10/07/2017 - O Diário

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http://odiariodemogi.com.br/propostas-para-duplicacao-da-mogi-dutra-serao-conhecidas-nesta-terca-feira/


Obras de duplicação voltam a interditar o trânsito na BR-381

10/07/2017 - O Estado de Minas

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Governador inaugura 38 km de rodovia estadual

09/07/2017 - Mídia News

Com a obra o Estado chega a 1.700 km de asfalto novo

A pavimentação de 38 km da rodovia estadual MT-240, conectando por asfalto os municípios de Água Boa e Nova Nazaré

DA REDAÇÃO 

Em viagem a região do Vale do Araguaia, o governador Pedro Taques inaugurou, neste sábado (08.06), a pavimentação de 38 km da rodovia estadual MT-240, conectando por asfalto os municípios de Água Boa e Nova Nazaré. Com mais esta obra, o Governo do Estado já contabiliza 1.700 km de asfalto, considerando as obras de construção e reconstrução de rodovias.

Liderando uma grande comitiva, Taques fez questão de percorrer a MT-240 para verificar, de perto, a situação da balsa utilizada para travessia de veículos sobre o Rio das Mortes. Passam pela balsa os caminhões que escoam a produção agrícola, pecuária e de calcário. 

Taques afirmou que o Governo do Estado irá assumir o compromisso destinar parte do recursos do programa Pró-Concreto para construção da ponte sobre o Rio das Mortes, aguardada há mais de 40 anos pelos moradores. 

"A ligação representa um velho sonho dos moradores. Com a ligação asfáltica de Água Boa a Nova Nazaré, estamos cumprindo a nossa missão de não deixar nenhum mato-grossense para traz. Nós temos compromisso de desenvolver esta importante região do estado", declarou o governador. 

Em seu discurso, o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, destacou que o programa terá R$ 470 milhões para investimento na construção de uma centena se pontes de concreto, em todas as regiões do Estado. 

Marcelo Duarte ressaltou também que muitas obras de revitalização de rodovias nas proximidades de Água Boa só foram possíveis de serem executadas pela Sinfra graças aos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

"Estamos usando os recursos para obras importantes. Várias estradas estão recebendo ações graças ao apoio dos produtores que aceitaram o desafio de contribuir mais com o fundo confiando que nossa gestão poderia fazer as melhorias necessárias para impulsionar a nossa infraestrutura", afirmou. 

Diversas autoridades acompanharam a expedição liderada pelo governador, entre eles, os deputados Nilson Leitão e Dilmar Dal Bosco, nove prefeitos, dentre eles, Mauro da Rosa (Água Boa) e Fernando Gurgem (Querência), a secretária adjunta de Relações Políticas da Casa Civil, Paolla Reis, além de produtores rurais e presidentes de entidades Normando Coral (Famato) e Endrigo Dalcin (Aprosoja). 

O presidente da Aprosoja, Endrigo Dalcin, destacou a importância desta ponte sobre o rio das mortes. "Estamos trabalhando em conjunto com a frente parlamentar para destravar o licenciamento ambiental para esta ponte, por ter uma área indígena nas proximidades", afirmou. 

"Com o Governo Pedro Taques dando início a obra de construção da ponte, após a liberação da licença, seguramente poderemos conseguir lutar pela liberação de emenda impositiva para conseguirmos concluir esta obra", declarou o prefeito de Água Boa. 

Já o prefeito de Nova Nazaré, João Filho, parabenizou o Governo do Estado pela pavimentação da MT-240. "Gostaríamos de agradecer ao carinho e pelas ações realizadas no Vale do Araguaia". 

A obra na MT-240 teve uma economia considerável. Duarte estacou que foram econonizados R$ 2,7 milhões em recursos, somente com a substituição de duas pontes de concreto - que estavam previstas para serem construídas na MT-240 -, por galerias celulares ao longo da nova estrada.

"A troca foi resultado do trabalho técnico de qualidade da nossa equipe da Sinfra, que fez estudos que apontaram que seria viável a instalação de galerias em vez de pontes. Assim, poderemos destinar as pontes para outros trechos da MT-240, que realmente vão necessitar destes investimentos", afirmou.

http://www.midianews.com.br/cotidiano/governador-inaugura-38-km-de-rodovia-estadual/300968

Polícia e DER impedem primeira viagem do ‘Uber de Ônibus’ em BH

08/07/2017 - Notícias Automotivas

Os serviços por aplicativo estão ganhando dimensões cada vez maiores em todo o mundo, inclusive no Brasil. Já existem diversos serviços envolvendo veículos, desde motos até caminhões, mas recentemente surgiu um envolvendo ônibus, o Buser.

Criado em Belo Horizonte, o aplicativo reúne pessoas interessadas em viajar de ônibus para um mesmo destino, fretando assim um veículo para realiza-la. Na sexta (7), a primeira viagem do Buser foi interrompida pela Polícia Militar e DER-MG. A viagem seria feita entre a capital mineira e Ipatinga, no chamado Vale do Aço.

Através do aplicativo, 35 pessoas se reuniram próximo de um shopping da cidade e de lá o ônibus fretado para a viagem saiu. Pouco depois, quatro viaturas da PM e DER-MG pararam o veículo e impediram a viagem, após fiscalização do ônibus. A alegação das autoridades foi a de que se tratava de transporte ilegal, apesar de a empresa contratada estar devidamente registrada na ANTT e nos órgãos competentes, de acordo com o Buser.

Sem saber o que fazer, os 35 passageiros foram conduzidos até a rodoviária de Belo Horizonte, onde tiveram que pagar uma tarifa de R$ 75,80 ante os R$ 29,90 do aplicativo. O Buser promete entrar com recurso nessa segunda (10) e indenizar os passageiros que pagaram a viagem regular, assim como devolver o valor pago anteriormente. De acordo com a reportagem, os passageiros prometeram que voltarão a contratar o serviço do app.

[Fonte: Bhaz]

Agradecimentos ao Sérgio Quintela.

Novos ônibus de viagem ganham tecnologia de ponta dos carros de luxo

08/07/2017 - Olhar Digital

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domingo, 9 de julho de 2017

MS e Paraná pleiteiam duplicação da BR-376 para aumentar escoamento agrícola

08/07/2017 - Campo Grande News

Para viabilizar o projeto executivo e a obra seriam necessários R$ 850 milhões

Lucas Junot

Governador Reinaldo Azambuja, durante encontro com a Amunpar (Foto: Chico Ribeiro/Secom)
Governador Reinaldo Azambuja, durante encontro com a Amunpar (Foto: Chico Ribeiro/Secom)

Mato Grosso do Sul e Paraná vão somar esforços no pleito junto ao Governo Federal pela duplicação da BR – 376, que liga os dois Estados pelo Porto São José, no município de São Pedro – PR. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), debateu o assunto esta semana com a Amunpar (Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense), que apresentou o projeto para concessão da rodovia.

A entrega da administração da rodovia à iniciativa privada tem como objetivo tornar o trecho de 95 quilômetros um novo corredor de acesso, melhorar a logística rodoviária, reduzir os custos de transporte e facilitar o escoamento da produção dos estados produtores do Centro-Oeste e Sul do Brasil. Para viabilizar o projeto executivo e a obra seriam necessários R$ 850 milhões, conforme estudo da Universidade Estadual do Paraná.

“Uma ligação igual a essa proposta na BR-376 é fundamental para a gente aumentar a competitividade, diminuir distâncias e sermos mais fortes nas exportações de nossos produtos”, afirmou Reinaldo. O governador sul-mato-grossense se comprometeu em debater o projeto da concessão da rodovia na próxima reunião do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) – formado pelos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Vou levar como proposta para conseguirmos viabilizar o projeto executivo desse eixo”, garantiu.

Com o apoio sul-mato-grossense, o líder da sociedade civil organizada de Paranavaí (PR) e região, o produtor rural Demerval Silvestre, afirmou que Mato Grosso do Sul “dá o primeiro passo para a criação da rodovia mais importante para o agronegócio brasileiro”. Já o presidente da Amunpar, o prefeito de Santa Cruz de Monte Castelo (PR), Francisco Antônio Boni, reiterou que “a obra vai mudar a realidade das regiões produtoras”, oportunizando o desenvolvimento da agropecuária.

Representando o governador Beto Richa (PR) na reunião, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PR), líder do governo paranaense no legislativo estadual, frisou que o momento simbólico de apoio mostra que Mato Grosso do Sul e Paraná estão unidos com o propósito de vencer os desafios da logística brasileira e ganhar os mercados consumidores internacionais.

sábado, 8 de julho de 2017

DER licitará obra da Perimetral de Sobral

07/07/2017 - Governo do Estado do Ceará

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A obra da segunda etapa da avenida Perimetral de Sobral será licitada no segundo semestre deste ano. O Departamento Estadual de Rodovias (DER), órgão vinculado à Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), será responsável pela via, que terá 11,3 quilômetros, com uma pista de sete metros e acostamentos. De acordo com o diretor de engenharia do DER, Quirino Ponte, a obra deverá ter um custo de aproximadamente R$ 32,5 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A previsão é que, depois de iniciados, os trabalhos sejam concluídos em 18 meses. A nova via facilitará o transporte rodoviário de carga das fábricas localizadas em Sobral e entorno; dará mais segurança ao transporte coletivo e individual a equipamentos regionais, como o Hospital Regional, o Parque de Exposições e a Universidade Vale do Acaraú; e aumentará a fluidez do trânsito na região central da cidade. Quando concluído, o trecho interligará seis rodovias localizadas entre as estradas que ligam Sobral a Meruoca e Sobral a Santana do Acaraú. A obra projeta ainda atender à demanda gerada pelo aterro sanitário, que atenderá 14 municípios, e ao futuro aeroporto regional.

A Secretaria das Cidades já deu início à implantação de um trecho da Avenida Perimetral de Sobral. A obra em andamento possui uma extensão de 6,62 km, que começa na intersecção com a CE-440, no acesso às cidades de Meruoca e Alcântaras, e segue até a BR-222, depois do acesso ao distrito de Jordão. A intervenção possui investimentos de cerca de R$ 12 milhões, com previsão de entrega até março de 2018.

Autorização para o licenciamento

Na última quinta-feira (6) o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) aprovou o projeto da segunda etapa da Perimetral, por unanimidade. A aprovação foi o último passo exigido pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) para emitir a licença prévia da obra.

De acordo com o estudo de impacto ambiental apresentado aos conselheiros do Coema, a construção da Perimetral trará 53,6% de impactos positivos, sendo a maior parte de média intensidade. Quatro comunidades serão beneficiadas diretamente com a estrada. Consequências adversas como a perda de cobertura vegetal (caatinga arbustiva e carnaúbas) serão mitigadas. Não há o registro de animais em extinção na área da obra. As comunidades indígena e quilombola mais próximas ficam a 70 e a 22 quilômetros, respectivamente.

Assessoria de Comunicação do DER
Jóslen Barros Herbster / 3101-5788
E-mail: ascom@der.ce.gov.br Twitter: @der_ce
Facebook: derceara

Reinaldo Azambuja soma esforços com Paraná para viabilizar duplicação da BR-376

07/07/2017 - Jornal Agora MS

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, sinalizou união de esforços às autoridades e lideranças da sociedade civil organizada do Paraná para buscar no Governo Federal a aprovação do projeto de duplicação da BR-376, que que liga os estados irmãos pelo Porto São José, no município de São Pedro (PR). Nesta quinta-feira, 06, a procura do apoio político do gestor sul-mato-grossense, a Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar) esteve em Campo Grande para a apresentar o projeto de concessão da rodovia federal.

A entrega da administração da rodovia à iniciativa privada tem como objetivo tornar o trecho de 95 quilômetros um novo corredor de acesso, melhorar a logística rodoviária, reduzir os custos de transporte e facilitar o escoamento da produção dos estados produtores do Centro-Oeste e Sul do Brasil. Para viabilizar o projeto executivo e a obra seriam necessários R$ 850 milhões, conforme estudo da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

“Uma ligação igual a essa proposta na BR-376 é fundamental para a gente aumentar a competitividade, diminuir distâncias e sermos mais fortes nas exportações de nossos produtos”, afirmou Reinaldo. O governador sul-mato-grossense se comprometeu em debater o projeto da concessão da rodovia na próxima reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) – formado pelos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.  “Vou levar como proposta para conseguirmos viabilizar o projeto executivo desse eixo de ligação”, garantiu.

Com o apoio sul-mato-grossense, o líder da sociedade civil organizada de Paranavaí (PR) e região, o produtor rural Demerval Silvestre, afirmou que Mato Grosso do Sul “dá o primeiro passo para a criação da rodovia mais importante para o agronegócio brasileiro”. Já o presidente da Amunpar, o prefeito de Santa Cruz de Monte Castelo (PR), Francisco Antônio Boni, reiterou que “a obra vai mudar a realidade das regiões produtoras”, oportunizando o desenvolvimento da agropecuária.

Representando o governador Beto Richa (PR) na reunião, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PR), líder do governo paranaense no legislativo estadual, frisou que o momento simbólico de apoio mostra que Mato Grosso do Sul e Paraná estão unidos com o propósito de vencer os desafios da logística brasileira e ganhar os mercados consumidores internacionais.

Obras da BR-101 não têm prazo de acabar

07/07/2017  - Infonet - Sergipe

Consórcios têm dificuldade para dar andamento a obras de duplicação na BR-101 (Foto: Arquivo Infonet)

As obras de duplicação da BR-101 norte, nos trechos dos quilômetros 00 até o 40 e 52 até o 77.3, não tem previsão para ser finalizadas. Os consórcios responsáveis pela execução dos serviços nos dois lotes têm dificuldades para dar andamento às adequações nas vias, e a atual situação da pista incomoda condutores em todo o Estado.

O caso mais delicado está no terceiro lote, entre os km 52 e 77.3. A empresa que tocava as obras pediu rescisão contratual, deixando empacados os procedimentos há quase dois anos. Quando o acordo for definitivamente rompido, um novo certame licitatório será estabelecido.

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Gustavo Defilippo, lamentou os problemas. “Nossa maior preocupação é começar um novo contrato e colocar a obra novamente em andamento. O mais importante é atender a necessidade da população, que é ter a rodovia pronta”.

Os km 00 e 40 estão com as obras inertes, embora tenham sido retomadas em fevereiro deste ano. O consórcio também não consegue cumprir o que ficou estabelecido e será pressionada para prosseguir com a duplicação, sob o risco de também ter o contrato suspenso. “Temos verba para terminar a obra, e estamos tentando não perder o timing. Nosso intuito é finalizar tudo o mais rápido possível”.

Por Victor Siqueira e Aisla Vasconcelos

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Duplicação da BR-101 no ES está atrasada mesmo com R$ 550 milhões arrecadados de pedágio

06/07/2017 - TV Gazeta

Para os motoristas, sensação de segurança não melhorou e os números de acidentes com mortes continuam assombrando: mais de 120 só no ano passado. Maior tragédia em estradas do ES aconteceu no mês passado.

Por Roger Santana

Em três anos, a concessionária ECO 101 arrecadou R$ 550 milhões com pedágio para fazer melhorias na BR-101, entre elas a de duplicação, que está atrasada. Para os motoristas, a sensação de segurança não melhorou nesse tempo e os números de acidentes com mortes continuam assombrando: mais de 120 só no ano passado. Um dos casos mais recentes é considerado a maior tragédia em estradas do Espírito Santo, quando 23 pessoas morreram na batida no trecho de Guarapari, em junho passado.

O diretor da concessionária disse que as obras estão em andamento, mas reconheceu que a empresa não vai conseguir entregar o que estava previsto: metade da BR-101 duplicada nos próximos dois anos.

A rodovia possui muitas curvas fechadas no trecho que corta o Sul do Espírito Santo, e foi em uma delas que a última tragédia aconteceu, no km 343. Uma carreta com pneus carecas e excesso de peso tombou na pista - entre outras irregularidades -, invadiu a contramão e bateu em um ônibus de viagem. Duas ambulâncias que estavam atrás do coletivo também bateram. Vinte uma pessoas morreram no local, a maioria carbonizadas, e duas em hospitais do estado.

 Acidente em Guarapari foi maior tragédia rodoviária do Espírito Santo (Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta)
Acidente em Guarapari foi maior tragédia rodoviária do Espírito Santo (Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta)

Segundo os motoristas, todos os dias há diversos flagrantes de irregularidades e o perigo é iminente. "Isso aqui é um pavio de pólvora, tem que trabalhar muito atenciosamente porque um vacilo é fatal", definiu o caminhoneiro João Batista Schuler.

O doutor em engenharia de tráfego, Rodrigo Rosa, explica que a BR-101 foi projetada para suportar um movimento menor. A rodovia não suporta o tráfego intenso de veículos pesados que existe hoje.
"A BR-101 e a BR-262 são rodovias das décadas de 1950 e 1960. Nessa época, o maior veículo que trafegava era na ordem de 15 metros e hoje estamos falando de caminhões de 30 metros. A gente falava de caminhões de até 15 toneladas, e hoje de 70. É inconcebível pensar em uma pista simples pra esse tipo de tráfego, sem contar o número de veículos na via, que aumentou absurdamente nos últimos 30 anos", disse.

Entenda a duplicação

O licenciamento para duplicação de 155 km do trecho Sul - entre Viana e a divisa com o Rio de Janeiro - se arrasta há seis anos e só agora deve ser liberado. A Eco 101, concessionária que administra a rodovia, tem até o dia 20 de agosto para pagar as taxas ao Ibama e receber a licença ambiental para começar a obra.

No trecho Norte, a autorização foi pedida em 2013, mas ainda não houve resposta. "A Eco 101 só fez a praça de pedágio, a pintura na faixa de rolamento e a capina na beirada da pista, de resto não fizeram mais nada", disse o motorista Alex da Silva.

A duplicação começou em apenas quatro pontos. São trechos curtos, em João Neiva, Ibiraçu, Anchieta e Itapemirim, além do contorno de Iconha, obras que já estão atrasadas. Ao longo da BR-101 no Espírito Santo, sete praças de pedágio estão no caminho dos motoristas.

Multas da Eco 101

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é o órgão público que fiscaliza as privatizações de rodovias. Essa semana, o diretor geral participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados e disse que a agência já aplicou 85 multas à Eco 101.

O diretor da concessionária disse que as obras estão em andamento, mas reconheceu o atraso e disse que a empresa não vai conseguir entregar o que estava previsto: metade da BR-101 duplicada nos próximos dois anos.

BR-101 no Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
BR-101 no Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta) 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Serviços de manutenção da BR-319 são reiniciados no AM, diz Dnit

05/07/2017 - G1 AM

Conservação dos 405 quilômetros de pista de terra na rodovia estava suspensa por determinação judicial.

Obras da BR-139 (Foto: Dnit/Divulgação)
Obras da BR-139 (Foto: Dnit/Divulgação)

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) informou, na terça-feira (4), que foram retomados os serviços de manutenção e conservação da BR-319, entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Devem voltar a ser feitos serviços de retirada dos atoleiros, limpeza das laterais, reforma das pontes de madeira, substituição de bueiros metálicos e revestimento primário.

O reinício das obras no trecho que vai do km 177 ao km 655 ocorreu após o restabelecimento da Licença Ambiental por parte do Instituto Nacional de Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A licença havia sido suspensa após questionamento feito pelo Ministério Público Federal no Estado do Amazonas, a respeito do cumprimento de acordo firmado com o Ibama, para realização dos serviços de manutenção/conservação da rodovia. Após pedido de suspensão por parte da Procuradoria Federal Especializada - PFE/DNIT, o Tribunal Regional Federal – TRF-1, decidiu favoravelmente pela suspensão da decisão, possibilitando o reinício dos serviços.

O Ministério Público agiu com base em relatório do Ibama, entendendo que o Dnit estava executando obras, e não apenas serviços de manutenção/conservação licenciados.

O entendimento foi contestado pelo Superintendente Regional do DNIT, no estado do Amazonas, José Fábio Porto Galvão. Segundo ele, os contratos firmados são relacionados apenas a serviços de manutenção/conservação do trecho que tem pista de terra.

A manutenção dos 473 quilômetros de pavimento primário e reforma das pontes de madeira na BR-319 conta com investimento total de R$ 96 milhões. Até o momento da paralisação dos contratos, constavam aferidos em serviços realizados o total de R$ 50,6 milhões, o que representa em torno de 52% dos serviços executados.

Entenda o caso

O termo aditivo havia sido celebrado em referência ao Termo de Acordo de Compromisso firmado entre o Dnit e o Ibama, no dia 22 de junho de 2007, estabelecendo critérios e procedimentos que adequariam o licenciamento ambiental da BR-319 e garantiriam obras de manutenção entre os quilômetros 250 e 655,7 da via.

Entre as atividades permitidas pelo termo estavam a recomposição mecanizada de aterro, recomposição do revestimento primário, limpeza lateral, roçada manual, reforma de pontes de madeira, substituição de pontilhões de madeira deterioradas por bueiros e a substituição de bueiros metálicos rompidos.

Entretanto, segundo relatório de vistoria do Ibama, também foram realizadas na área atividades de exploração de jazidas e áreas de empréstimo e bota-fora, supressão de 200 hectares de vegetação, intervenção em áreas de preservação permanente, estocagem de madeira e alargamento de pista, sem nenhuma licença ambiental.

O Ibama chegou a lavrar um termo de embargo e reconheceu que as intervenções feitas pelo Dnit extrapolavam as atividades de manutenção e "adentraram no objeto do licenciamento ambiental em curso perante o Ibama".

Entretanto, o Dnit apresentou um pedido de suspensão do embargo para serviços de manutenção, o que foi acatado pelo Ibama, com algumas condições estabelecidas em novo termo aditivo.

Entre as condições estava a limitação das obras em uma faixa de 15 metros de largura e a submissão de qualquer intervenção ao licenciamento ambiental junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Mas, para o MPF e para a Justiça, a submissão ao Ipaam fracionaria as atribuições relacionadas ao licenciamento ambiental para operar na BR-319, o que é competência exclusiva do Ibama, conforme a Resolução Conama 237/97. A Justiça Federal, entretanto, voltou atrás e autorizou a continuação dos serviços prestados pelo Dnit.

SP-333 terá obras de duplicação, marginais, passarelas e ciclovias

05/07/2017 - Governo do Estado de São Paulo

Por meio de concessão, investimento de R$ 3,9 bilhões oferece melhorias em trecho com mais 30 municípios atendidos pela rodovia

A partir desta quinta-feira (6), o eixo da SP-333 entre Florínea e Borborema e algumas rodovias transversais passam a contar com investimento de R$ 3,9 bilhões de sua nova administradora, a Entrevias Concessionária de Rodovias S/A.

A mudança na chamada Rodovia Centro-Oeste se dará em razão da previsão de melhorias e da execução de obras de recuperação exigidas em contrato no Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo.

A transferência foi autorizada nesta quarta-feira (5) pelo governador Geraldo Alckmin em visita a Marília, quando ressaltou o conceito que a concessionária irá implementar em sua administração. “Conceito de rodovia viva! Então, não é só recapear, mas é o conceito de atendimento ao usuário. Atendimento médico, ambulância, resgate, resgate com UTI, atendimento mecânico, guinchos, caminhão para apreensão de animais, guinchos pesados para caminhões”, explicou.

A tecnologia prevista também foi exaltada. “Um sistema moderníssimo de Wi-Fi ao longo da rodovia, pesagem de caminhão em movimento, tecnologia de ponta. Já começa com 23 veículos de serviços: guinchos, ambulância, todo esse trabalho”, comentou Alckmin, citando também as obras imediatas. “Já assume a manutenção da rodovia, recapeamento, regularização, sinalização e investimentos”, completou.

A Entrevias assume desde já 277 quilômetros de rodovias que eram administradas pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem). A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) vai acompanhar o trabalho da nova administradora do trecho, que faz parte do eixo da SP-333, entre Florínea e Borborema – algumas rodovias transversais também passam a ser responsabilidade da Entrevias.

O contrato prevê a execução imediata de obras de recuperação e melhorias. Recapear o asfalto e tapar buracos estão entre as prioridades. Além disso, para os próximos 12 meses, o acordo estipula a entrega da duplicação da Rodovia Dona Leonor Mendes de Barros (SP 333), entre o km 314,4 e o km 323. Ainda no primeiro ano de contrato estão previstos investimentos de mais de R$ 160 milhões.

“A obra mais imediata tem que estar pronta até julho do ano que vem, o contorno de Marília. Ali nós teremos 8,6 km de duplicação, sendo 4 km praticamente de marginais, 14 km de ciclovias, dispositivos de acesso e oito passarelas. E será duplicada toda a rodovia”, disse o governador.

O investimento total garantido é de R$ 3,9 bilhões durante os 30 anos da concessão. A expectativa é a nova administração proporcionar o desenvolvimento regional com ampliações na infraestrutura rodoviária, levando maior fluidez e segurança aos usuários das rodovias.

Além das obras, a Entrevias já conta com a infraestrutura necessária para atender bem o cidadão, outra exigência do contrato. Estão prontos para operar o Centro de Controle de Informações e um canal 24 horas de atendimento ao usuário (0800 3000 333). Nas rodovias, oito bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), oito ambulâncias, seis guinchos e nove veículos operacionais estão disponíveis.

Para o início das ações já foram contratadas 150 pessoas, mas a concessão deve gerar até 1.100 postos de trabalho. Entretanto, além dos empregos diretos, o governador exaltou o impacto que a melhoria da rodovia trará para a economia local.

“Nós estamos na capital do alimento, uma das melhores cidades do Brasil em qualidade de vida, saldo de emprego positivo, muitas empresas vindo pra cá… E com essa boa infraestrutura vai ficar ainda melhor”, comentou Alckmin em Marília.

Além da malha de rodovias entre Florínea (no limite com o Paraná) e Borborema (na região central do Estado), a partir de março de 2018 a Entrevias assumirá o trecho de 294 quilômetros atualmente delegados à Concessionária Vianorte.

Nesta segunda transição haverá redução média de 19% nos valores de pedágio em operação no trecho. Adicionalmente, em todas as praças deverá ser praticado desconto de 5% na tarifa para os usuários que optarem pelo pagamento eletrônico (com tags).